V.
Mudarão-se os tempos e a face da terra, Cidades alastrão o antigo paúl; Mas inda o gigante, que dorme na serra, Se abraça ao immenso cruzeiro do sul.
Nas duras montanhas os membros gelados Talhados a golpes de ignoto buril, Descança, ó gigante, que encerras os fados, Que os terminos guardas do vasto Brasil.
Porêm se algum dia fortuna inconstante Poder-nos a crença e a patria acabar, Arroja-te ás ondas, ó duro gigante, Inunda estes montes, desloca este mar!
* * * * *