Chapter 138 of 141 · 170 words · ~1 min read

II.

Perderão-te os meus olhos um momento! E na volta o meu rosto transtornado, As vestes luctuosas, que eu trajava, O mudo, amargo pranto que eu vertia, Annuncio triste foi de uma desdita, Qual jámais sentirás: teus tenros annos Pouparão-te essa dôr, que não tem nome. De quando sobre as bordas de um sepulchro Anceia um filho, e nas feições queridas D’um pai, d’um conselheiro, d’um amigo O sello eterno vae gravando a morte! Escutei suas ultimas palavras, Repassado de dôr!--junto ao seu leito, De joelhos, em lagrimas banhado, Recebi os seus ultimos suspiros. E a luz funerea e triste que lançarão Seus olhos turvos ao partir da vida De pallido clarão cobrio meu rosto, No meu amargo pranto reflectindo O cançado porvir que me aguardava!

* * * * *

Tu nada viste, não; mas só de ver-me, Flôr que sorrias ao nascer da aurora No denso musgo dos teus verdes annos, A procella imminente presentiste, Curvaste o leve hastil, e sobre a terra Da noite o puro aljofar derramaste.