II.
Depois, ainda suja a bocca, as faces, D’immundo vomitar, Com vacillante pé calcando a terra Os viras levantar.
A larga porta despedia em turmas A nocturna cohorte; Ouviu-se depois por toda a parte Gritos, horror de morte!
E ninguem vinha ao retinir de ferro, Que assassinava; Porque era d’um valente o punhal nobre, Que as leis dictava.
Outra vez a cahir se emmaranhavão Da porta pelo umbral: Tinhão tinctas de sangue a face, as vestes, Em sangue tincto o punhal.
E vinha o sol manifestar horrores Da noite derradeira; E a morte vária revelava a furia Da turba carniceira.
E o sacrilego padre só vendia O tum’lo por dinheiro; Vendia a terra aos mortos insepultos, O vil interesseiro!
Ou lá ficavão, como pasto aos corvos, Por sobre a terra núa; E ninguem de tal sorte se pesava, Que ser podia a sua!
«E Deos maldisse a terra criminosa, «Maldisse aos homens della, «Maldisse a cobardia dos escravos «D’essa terra tão bella.»