Chapter 127 of 141 · 168 words · ~1 min read

III.

Bello raio do sol da existencia, Flôr da vida, mimosa e gentil, Fonte pura de meiga innocencia, Leve gozo da quadra infantil!

Quem fruir-te outra vez não deseja, Quando vê sobre a veiga formosa A menina travessa e ruidosa, Borboleta, que alegre doudeja?

A menina é uma flôr de poesia, Um composto de rosa e jasmim, Um sorriso que Deos alumia, Um amor de gentil serafim!

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Folga e ri no começo da existencia, Borboleta gentil! a flôr dos valles, Da noite á viração abrindo o calix, O puro orvalho da manhã te guarda; Inda perfumes dá, que te embriagão, Inda o sol quando aquece os vivos raios, Nas azas multicores scintillando, Com terno amor de pae, em torno esparge Pó subtil de rubins e de safiras. Folga e ri no começo da existencia, Humano serafim, que esse perfume São das azas do anjo, que s’impregnão Dos aromas do céo, quando atear-se, Roaz fogo de vida começando, Quanto havemos de Deos consome e apaga.