II.
Quem me dera saber quaes são teus sonhos, Aventar teus angelicos desejos, Saber de quantas ledas fantasias, De quantos melindrosos pensamentos Um suspiro se nutre, um ai se gera. Virgem, virgem de amor, que vais boiando Á flôr da vida, como rosea folha, Que aragem branda sacudio nas aguas; Que genio bom a magica vergasta Em troco de um sorriso te concede? Que poderosa fada te embalsama A vida e os sonhos?--que celeste archanjo Embala, agita as creações que idéas, Como em raio do sol dourados átomos Com que invisivel ser brincar parece! Virgem, virgem de amor, quaes são teus sonhos?