III.
O encanto se quebrára!--duros fados Inda outra vez de ti me separavão. Assim dois ramos verdes juntos crescem N’um mesmo tronco; mas se o raio os toca, Lascado o mais robusto cahe sem graça De rojo sobre o chão, em quanto o outro Da primavera as galas pavoneia! Já não ha quem de novo unil-os possa, Quem os force a vingar e a florir juntos!
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Parti, dizendo adeus á minha infancia, Aos sitios que eu amei, aos rostos caros, Que eu já no berço conheci,--áquelles De quem máo grado, a ausencia, o tempo, a morte E a incerteza cruel do meu destino, Não me posso lembrar sem ter saudades, Sem que aos meus olhos lagrimas despontem. Parti! sulquei as vagas do oceano; Nas horas melancolicas da tarde, Volvendo atraz o coração e o rosto, Onde o sol, onde a esp’rança me ficava, Misturei meus tristissimos gemidos Aos sibilos dos ventos nas enxarcias!
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Revolvido e cavado o negro abysmo, Rugia indomito a meus pés: sorvia No fragor da procella os meus soluços. Vago triste e sosinho sobre os mares, --Dizia eu entre mim,--na companhia De crestados, de rispidos marujos, Mais duros que o seu concavo madeiro! Ave educada nas floridas selvas, Vim da praia beijar a fina areia. Subitaneo tufão arrebatou-me, Perdi a verde relva, o brando ninho, Nem jamais casarei doces gorgeios Ao saudoso rugir dos meus palmares; Porêm a branca angelica mimosa, Com seu candor enamorando as aguas, Florece ás margens do meu patrio rio.