III.
E a mortifera peste luctuosa Do inferno rebentou, E nas azas dos ventos pavorosa Sobre todos passou.
E o mancebo que via esperançoso Longa vida futura, Doido sentio quebrar-lhe as esperanças Pedra de sepultura.
E a donzella tão linda que vivia Confiada no amor, Entre os braços da mãi provou bem cedo Da morte o dissabor.
E o tremulo ancião qu’inda esperava Morrer assim Como um fructo maduro destacado D’arvore emfim,
Sentio a morte esvoaçar-lhe em torno, Como um bulcão, Que affronta o nauta quando avista a terra Da salvação.
Era deserta a villa, a casa, o templo-- Ar de morte soprou! Mas a casa dos vis nos seos delirios Ebria continuou!
«E Deos maldisse a terra criminosa, «Maldisse os homens d’ella, «Maldisse a cobardia dos escravos «Dessa terra tão bella.»