Chapter 33 of 141 · 144 words · ~1 min read

III.

Houve tempo em que os meos olhos Se extasiavão de ver Agil donzella formosa Por entre flôres correr.

Gostavão de um gesto brando, Que revelasse pudor; Gostavão de uns olhos negros, Que rutilassem de amor.

E gostavão meus ouvidos De uma voz--toda harmonia,-- Quer pesares exprimisse, Quer exprimisse alegria.

Era um prazer, que eu tinha, ver a virgem Indolente ou fugaz--alegre ou triste, Da vida a estreita senda desflorando Com pé ligeiro e animo tranquillo; Improvida e brilhante parecendo Seos dias desfolhar, uns após outros, Como folhas de rosa;--e no futuro-- Ver luzir-lhe sómente a luz d’aurora. Era deleite e dôr vê-la tão leda Do mundo as afflicções, angustias, prantos Affrontar co’um sorriso; era um descanso Interno e fundo, que sentia a mente, Um quadro em que os meos olhos repousavão, Ver tanta formosura e tal pureza Em rosto de mulher com alma d’anjo!