Chapter 4 of 141 · 132 words · ~1 min read

I.

Ó Guerreiros da Taba sagrada, Ó Guerreiros da tribu Tupi, Fallão Deoses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meos cantos ouvi.

Esta noite--era a lua já morta-- Anhangá me vedava sonhar; Eis na horrivel caverna, que habito, Rouca voz começou-me a chamar.

Abro os olhos, inquieto, medroso, Manitôs! que prodigios que vi! Arde o páo de resina fumosa, Não fui eu, não fui eu, que o accendi!

Eis rebenta a meos pés um phantasma, Um phantasma d’immensa extensão; Liso craneo repousa a meo lado, Feia cóbra se enrosca no chão.

O meo sangue gelou-se nas veias, Todo inteiro--ossos, carnes--tremi, Frio horror me côou pelos membros, Frio vento no rosto senti.

Era feio, medonho, tremendo, Ó Guerreiros, o espectro que eu vi. Fallão Deoses nos cantos do Piaga, Ó Guerreiros, meos cantos ouvi!