II.
Porque dormes, ó Piaga divino? Começou-me a Visão a fallar, Porque dormes? O sacro instrumento De per si já começa a vibrar.
Tu não viste nos céos um negrume Toda a face do sol offuscar; Não ouviste a coruja, de dia, Seus estridulos torva soltar?
Tu não viste dos bosques a coma Sem aragem--vergar-se e gemer, Nem a lua de fogo entre nuvens, Qual em vestes de sangue, nascer?
E tu dormes, ó Piaga divino! E Anhangá te prohibe sonhar! E tu dormes, ó Piaga, e não sabes, E não pódes augurios cantar?!
Ouve o annuncio do horrendo phantasma, Ouve os sons do fiel Maracá; Manitôs já fugirão da Taba! Ó desgraça! ó ruina! ó Tupá!