Chapter 126 of 141 · 176 words · ~1 min read

II.

Afagada e bem vinda e querida, Travessuras scismando infantis, Nos caminhos floridos da vida Vai mimosa, imprudente e feliz!

É-lhe a vida continuo festejo, Sonhos d’oiro só sabe sonhar, Toda ella um afan, um desejo D’outros jogos contente brincar.

Puro riso o semblante lhe adorna, Logo pranto começa a verter, E depois outro riso lhe torna, E depois outro pranto a correr.

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Tão perto jaz a fonte da amargura Da fonte do prazer!--porêm tão doces Essas lagrimas são!--tão abundantes, Tão sem causa e sympathicas gotejão N’uma tez de carmim, n’um rosto bello! Quem a vê, que sorrindo as não enchuga? Mas não todo consumas o thesouro Unico e triste, que ao infeliz sobeja Nas horas do soffrer; no tempo amargo, No qual o rosto pallido se enruga, E os olhos seccos, aridos chammejão, Será talvez bem grato refrigerio Uma lagrima só, em que arrancada A força da afflicção dos seios d’alma. Mas tu, feliz, sorri, em quanto a vida, Como um rio entre flores, se deslisa Macio, puro e recendendo aromas.