II.
LEITO DE FOLHAS VERDES.
Porque tardas, Jatyr, que tanto a custo Á voz do meu amor moves teus passos? Da noite a viração, movendo as folhas, Já nos cimos do bosque rumoreja.
Eu sob a copa da mangueira altiva Nosso leito gentil cobri zeloza Com mimoso tapiz de folhas brandas, Onde o frouxo luar brinca entre flores.
Do tamarindo a flôr abriu-se, ha pouco, Já solta o bogarî mais doce aroma! Como prece de amor, como estas preces, No silencio da noite o bosque exhala.
Brilha a lua no céo, brilhão estrellas, Correm perfumes no correr da brisa, A cujo influxo magico respira-se Um quebranto de amor, melhor que a vida!
A flôr que desabrocha ao romper d’alva Um só gyro do sol, não mais, vegeta: Eu sou aquella flôr que espero ainda Doce raio do sol que me dê vida.
Sejão valles ou montes, lago ou terra, Onde quer que tu vas, ou dia ou noite, Vai seguindo após ti meu pensamento; Outro amor nunca tive: es meu, sou tua!
Meus olhos outros olhos nunca virão, Não sentirão meus labios outros labios, Nem outras mãos, Jatyr, que não as tuas A arasoya na cinta me apertarão.
Do tamarindo a flôr jaz entre-aberta, Já solta o bogarî mais doce aroma; Tambem meu coração, como estas flores, Melhor perfume ao pé da noite exhala!
Não me escutas, Jatyr! nem tardo acodes Á voz do meu amor, que em vão te chama! Tupan! lá rompe o sol! do leito inutil A brisa da manhã sacuda as folhas!
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Y-JUCA-PYRAMA.