Chapter 80 of 141 · 118 words · ~1 min read

II.

Os sons da tempestade ao longe escuto! Concentra a natureza os seos esforços Primeiro que entre em luta; não lampeja Invio fogo nos céos; não sopra o vento: É tudo escuridão, silencio e trevas! Somente o mar de soluçar não cessa, Nem de rugir as ramas buliçosas, Nem de soar confuso borborinho, Incompr’ensivel, como que sem causa, Immenso como o echo de mil vozes No céo de extensa gruta repulsando.

Silencio! perto vem a tempestade! Gravidas nuvens de fataes coriscos, Sem rumo, como náo em mar desfeito, Em muda escuridão negros phantasmas, Indistinctos, sem forma,--ondulão, jogão. Logo poder occulto impelle as nuvens, Attrahem-se os castellos tenebrosos, Embatem-se nos ares,--brilha o raio, E o ronco do trovão após rimbomba!